É preciso CRER para VER

 

ver-para-crer

É conhecida a expressão “só acredito vendo” e “ver para crer”. Mas pouco se fala nas situações contrárias, em que acreditar se torna requisito indispensável para se enxergar.

Por exemplo, quando eu não acredito que posso ter sucesso, duvidando, assim, de minha própria capacidade, fecho os olhos para o meu valor e para os caminhos que poderiam me conduzir ao tão almejado triunfo.

É claro que não estou defendendo aqui nenhum pensamento mágico, onde a força do pensamento e a crença me conduziriam, de forma passiva, até onde quero chegar. Apenas defendo aqui que acreditar é fundamental para que não desistamos no primeiro fracasso, nos permitindo mapear novos caminhos e possibilidades.

Desta forma, acreditar é como uma lanterna que nos permite ver na escuridão. É bom lembrar que a luz, quando muito intensa, cega, ou seja, acreditar demais, sem uma visão crítica e realista, também pode nos conduzir a caminhos equivocados.

O derrotismo é uma espécie de profecia auto-realizadora: o indivíduo não acredita no sucesso, não procura novos caminhos, permanece cometendo os mesmos erros e, no final, quando ‘surpreendentemente’ falha, se lamenta dizendo: “Eu já sabia!”.

Sobre as mudanças

O problema das mudanças é que a gente simplesmente as espera acontecer.
Esperamos acordar um dia mudados, como se durante a noite algum anjo tivesse operado nossas almas.

Ficamos ansiosos aguardando o dia em que seremos mais fortes, mais felizes, menos preguiçosos…
Você já é adulto, tenho certeza de que não espera mais Papai Noel chegar na noite de Natal. O que faz esperançoso de que a mudança vai chegar só porque você foi um bom(oa) menino(a) durante o ano?

A mudança é uma construção, um pensar diferente que, de repente, se tornou uma ação diferente, que teve resultados diferentes e, depois de constatado que o mundo não acabou MESMO, torna-se uma parte de você.
Como pode alguém desejar a mudança se não está disposta a enfrentar o desconhecido? Como pode alguém desejar a coragem se não está disposto a enfrentar o próprio medo?

Voar mais alto aumenta o dano em caso de queda. Nadar mais fundo aumenta a chance de afogamento. Se quiser coisas maiores, terá que correr maiores riscos. Você não pode almejar o pódio se não estiver disposto a soar a camisa.

O Surto da Baixa Auto Estima

 

É muito comum hoje em dia ouvir as pessoas se queixarem de baixa auto estima, trata-se de um verdadeiro “surto”. Mas será que as pessoas sabem mesmo do que estão falando?

Auto significa ‘próprio’, ‘si mesmo’; já estima é atribuição de respeito e de valor. Logo, auto estima é o valor e o respeito que atribuímos a nós mesmos.

O que existe hoje é uma grande exposição nas redes sociais, onde não somos apenas os produtos na grande vitrine virtual como, também, espectadores de vitrines alheias, nos fazendo comparar cada vez com os outros.

Se estou sedentário vejo fotos de pessoas na academia, se estou estagnado no mesmo trabalho há anos, vejo pessoas comemorando promoções profissionais. O que dá a sensação de que a vida de todo mundo “dá certo”, enquanto a minha não sai do lugar.

Estas comparações fazem com que nossa auto cobrança aumente, nos fazendo crer que devemos ser perfeitos em todos os aspectos de nossas vidas. Diante de uma exigência tão impraticável nos sentimos incapazes, inúteis, imprestáveis… em suma, nossa percepção de valor próprio desaparece.

As redes sociais são verdadeiros palcos, onde se expõe aquilo que é bom, deixando as coisas não tão boas nos bastidores. O que acontece é que nós comparamos nossos bastidores com o palcos do vizinho.

Cada pessoa possui suas prioridades e objetivos, não é possível comparar o valor de uma pessoa com o de outra, é como comparar uma camisa com uma mesa. Vale lembrar que estas comparações pode nos afastar de nossa verdadeira essência, nos levando a cumprir as expectativas do mundo, não as nossas.