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8 OU 80: A Régua de Dois Números e o Borderline

8 OU 80: A Régua de Dois Números e o Borderline

Existe a tendência no paciente borderline em ser o famoso ‘8 ou 80’, em dividir as pessoas, as experiências e a si mesmo ou como totalmente bons ou totalmente maus.

Em psicanálise chamamos este mecanismo de cisão (ou splitting, ou clivagem), e atua como uma defesa a sentimentos ambivalentes.

Deixando um pouco de lado os termos técnicos, gosto de pensar este mecanismo como uma régua, mas não uma régua qualquer. Trata-se de uma régua de dois números, que o indivíduo usa para medir o mundo e a si mesmo. No topo da régua encontra-se o “número” bom, perfeito, excelente, etc.; já na parte inferior encontra-se o “número” ruim, péssimo, pavoroso, etc. É com este sistema métrico que o paciente borderline mede a si mesmo e o mundo.

Não é preciso dizer que uma régua dessa é imprecisa e o julgamento a partir dela explica, em partes, o porquê dos pacientes com este diagnóstico serem tão impulsivos e intensos em seus sentimentos.

É função da psicoterapia pintar novos números nesta régua, a fim de que o paciente tenha uma percepção mais adequada de si mesmo, da realidade e das pessoas que o cercam.

O que é o Transtorno de Personalidade Borderline?

O que é o Transtorno de Personalidade Borderline?

Primeiro cabe explicar o que é um Transtorno de Personalidade: trata-se de uma classe de transtornos mentais caracterizada por padrões de interações desviantes, trazendo prejuízos ao seu portador. Muitas vezes os sintomas deste tipo de transtorno é ego-sintônico, ou seja, são vivenciados como aspectos reconhecido como sendo da própria identidade do indivíduo.

Dito isto, podemos entrar na questão Borderline: trata-se de um transtorno mental caracterizado pela impulsividade e irritação. Trazendo como sintomas o medo do abandono, labilidade de humor, problemas de auto-estima, dificuldades de relacionamento (amoroso ou não), entre outros.

No que diz respeito ao tratamento é fortemente recomendado o acompanhamento de um psiquiatra e de um psicólogo.

O objetivo deste texto foi introduzir o tema dando uma visão geral. Outros textos serão publicados trabalhando outras questões dentro desta temática.

IMPORTANTE: NÃO SE AUTO-DIAGNOSTIQUE. Quando se fala em transtornos mentais é muito fácil se identificar com alguns sintomas e cair na tentação de fazer o próprio diagnóstico. O diagnóstico é algo sério e deve ser feito por um profissional habilitado.